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O Sertão Portinari - Nildo José - Casacor SP 2022.


 

O ambiente “SERtão Portinari” teve como principal inspiração a obra do artista plástico Candido Portinari que também inspirou a marca e também faz um resgate às origens do arquiteto baiano Nildo José.

 

Nildo José mais uma faz história na mostra paulistana, com a sensibilidade, talento e atenção excepcional aos mínimos detalhes de um projeto marcante, o arquiteto explorou os elementos mais valorizados do sertão como o céu, a chuva e a fé para dar vida ao ambiente de 250m².

“Sempre achamos que o sertão é sobre a terra, sobre a seca. Quando na verdade, é sobre o CÉU, sobre a CHUVA que está por vir e sobre a FÉ. É para o céu que olhamos quando acordamos ali”, completa o profissional que traz uma visão otimista para o sertão.

 

 

 

Logo na entrada no Sertão Portinari, os visitantes passarão por um pórtico revestido com a lastra Grand Metal. Uma escolha imponente para adentrar no espaço que valoriza os tons terrosos. A escolha das cores foi inspirada em uma paleta de tons própria, presente nas obras do maior artista plástico brasileiro. A chegada apresenta rusticidade, elegância e encantamento. Um elemento reflete o ar da região sertaneja, com um grande Mandacarú que dá as boas-vindas.

 

 

Sob uma iluminação intimista que acolhe, o piso de todo o espaço é revestido com a coleção Boulevard e confere ao chão um aspecto de terra batida. Nesta paleta de cores predominantemente em tons terrosos, o monocromático é quebrado com um toque de alegria no azul do porcelanato Acqua, que representa o céu e a água. É na promessa das chuvas que se cristaliza a fé do sertanejo. Viver a arte de viver a vida é ir além do óbvio, é enxergar com sensibilidade a beleza nos detalhes. Um olhar para a arte no dia a dia e, até mesmo, um sertão colorido e cheio de vida.

 

 

Ainda valorizando a versatilidade dos porcelanatos da Portinari, a mesa do home office e a bancada da cozinha, exploram a grandeza da lastra Gran Metal. Com marcenaria da Ornare, a bancada central com detalhes em palha serve de estação para cozinhar e, ao mesmo tempo, compartilhar bons momentos.

 

 

O projeto poetizado por Nildo José, traz ambientes integrados e fluidos, tendo como conceito principal a brasilidade. Com um olhar para interiores acolhedores, com menos itens e uma estética suave e fluída, é possível encontrar o equilíbrio entre as formas orgânicas e linhas retas.

 

Um brise formado pelos bricks Senses Decor, contorna todo o ambiente, e faz referência ao sistema construtivo da taipa: o uso do barro e da madeira criando paredes. Essa relação cria um efeito inusitado entre a rusticidade do Sertão e a elegância da proposta inovadora na disposição do porcelanato.

 

 

 

No centro do espaço há uma ilha circular que divide as funções da casa, onde de um lado se encontra um bar e uma lareira, formando um lounge, e do outro, uma parte da estrutura serve para a sala de banho. O minimalismo presente nesta relação entre o interior e o exterior, revela um lado profundamente artístico e moderno e outro que não abre mão da funcionalidade e da elegância.


A sala de banho conta com vidros e um espelho da Silvestre Vidros, e que faz conexão com o quarto. Nele, a Cama Dobra, da Wentz Design, formam um espaço de conforto e relaxamento.

 

O ambiente é composto por living, lounge, cozinha, sala de jantar e suíte máster com home office. Na cozinha e área de banho, destaque para louças e metais Deca. No teto e paredes, Nildo usou revestimentos Duratex no padrão Nogueira Venêto, um redesign das clássicas nogueiras italianas, que harmoniza a tradição e o contemporâneo.

 

 

 

Na área social, a sala de jantar e o espaço gourmet evidenciam uma mesa retangular, produzida pela Sandra Ortho Esculturas, com design especial do arquiteto para a CASACOR e cadeiras Bambolê, da +55 Design, completam a produção. No teto do living, uma grande luminária garante um ar mais despojado para o ambiente que também ganhou o imponente Sofá Abapo, de Roberta Banqueri.

 

 

 

 

O espaço conta com curadoria de mobiliário que permeia entre designers consagrados e novos como, por exemplo, as Poltronas Paraty, assinada por Sério Rodrigues; Poltrona Kanga, de Ricardo Van Steen; poltronas Ondine, por Jorge Zalszupin; Poltrona Cordial, por Victor Vasconcelos; Poltronas MP97, por Percival Lafer; entre muitos outros já citados.

 

A tecnologia também está presente na instalação. Durante toda a mostra, projetores trazem imagens reais de terra rachada, e sons da água da chuva corrente e crianças correndo pelas poças, vivendo essa atmosfera de pureza e alegria. A trilha sonora também ambienta a aura do sertão, com referências às rezadeiras, sanfonas e outros elementos mágicos da região.

 

 

Para finalizar, a obra de arte central do espaço é denominada de “Os Brasileiros’’, do artista Juraci Dórea. Escultor, pintor, desenhista, fotógrafo, programador visual, ele trabalhou em Feira de Santana e fez com que, gradualmente, sua obra convergisse linguagens visuais contemporâneas com raízes e tradições sertanejas.

 

Fotografia: MCA estúdio

 

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